Tecnologias, quer sejam militar ou sideral, depois de
certo tempo acabam sendo utilizadas na indústria de produtos de consumo.
Com a falta de gravidade no ambiente espacial a NASA e a Agência
Federal de Aeronáutica e Espaço da União Soviética tiveram que desenvolver uma
série de embalagens para os alimentos que os astronautas iriam consumir durante
suas viagens no espaço sideral, sem que restos de comida e líquidos se
espalhassem pelas naves causando curtos circuitos nos equipamentos, com
consequências imprevisíveis para o sucesso das missões.
Da mesma forma que para líquidos e pastosos foram
desenvolvidas tecnologias, havia a necessidade de criar uma forma segura de
consumir sólidos nas naves e estações espaciais.
Ficou famosa a foto de um astronauta comendo uma ceia de
Natal em pleno espaço com peru recheado e tudo mais que tinha direito.
A comida foi transformada em pasta ou então desidratada
para depois da adição de água tornar-se
pastosa. A textura foi sacrificada em favor da segurança e foi mantido o sabor.
Encontrei em uma recente viagem a Europa caviar, queijos, camarão, bacon e outros
sabores para todos os gostos. Não me lembro de produtos embalados em pasta no
Brasil mas seria interessante termos quem sabe feijoada, tutu a mineira, vatapá
ou até nosso bobó de de camarão.
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