Por onde eu passo vejo placas de aluga-se em antigos pontos
de venda. Alguns simplesmente fecharam as portas diante da incapacidade de
lidar com a crise, já comentei em um post anterior que os pequenos erros dos
tempos de bonança não são perdoados nos tempos de crise, outros mudaram de
endereço na busca de melhores aluguéis para manter as condições de preço a seus
clientes ou até reduzir custos e melhorar as margens de lucro.
A crise é um período de aprendizado muito fértil para o
bom observador, mostra onde há fragilidades nos negócios e estimula a criatividade
para corrigi-las, mas isto acontece apenas para este bom observador, pois quem
não tem este faro olha apenas para o umbigo, acha que está certo em suas decisões,
que seus clientes o traíram e que provavelmente a culpa é do governo.
Pois é para quem nunca viveu uma crise como a crise do
México, da Rússia e da Argentina nos anos 90 onde embora o Brasil estivesse
fazendo todas as lições de casa da economia, os efeitos Tequila, Vodca e Tango influenciavam
as economias mais frágeis como a nossa naquela época.
A Europa vive hoje o efeito Kebab com os problemas de
liquidez da Grécia e as economias que não estavam bem preparadas sofreram com
isto, haja visto Portugal, Espanha, Irlanda que arrastaram toda CEE para um
período de crise.
A Arábia Saudita mantém ou até aumenta a produção de
petróleo e faz os preços despencarem no mercado internacional com graves
reflexos nas economias do mar do norte como Noruega, Reino Unido, Holanda e com
impactos nos USA e Brasil, pois a independência de importações de petróleo
buscada com o gás de xisto nos USA e do Pré-Sal no Brasil só compensam com os
preços do ouro negro acima de U$ 70 dólares.
Como disse a atriz Marieta Severo em entrevista ao Fausto
Silva, a crise vai passar, como passaram tantas outras crises e é preciso estar
preparado para enfrentar este momento de crise e para sobreviver ao pós-crise.
Bem neste momento de crise presenciei duas atitudes
completamente diferentes com relação ao aluguel de pontos comerciais. No primeiro
caso após a não renovação de salas em um determinado edifício no valor de R$
11.000,00 o proprietário percebendo que a crise vai demorar uns dois ou três
anos até voltarmos aos níveis de crescimento anteriores alugou seu imóvel por
R$ 7.500,00 bem rapidinho apenas dois meses de vacância.
Por outro lado outro empresário ao não renovar um ponto
de venda em 2013, manteve a pedida de preço em patamares pré-crise e posso
testemunhar que até o presente momento continua a esperar por um inquilino que
se submeta a seus preços. São 30 meses com o imóvel desocupado, pagando taxas,
vigilância etc...
Quem está com a razão? Quem foi flexível ou quem manteve
sua posição apesar da crise?

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