terça-feira, 30 de junho de 2015

Crise x Oportunidade

Por onde eu passo vejo placas de aluga-se em antigos pontos de venda. Alguns simplesmente fecharam as portas diante da incapacidade de lidar com a crise, já comentei em um post anterior que os pequenos erros dos tempos de bonança não são perdoados nos tempos de crise, outros mudaram de endereço na busca de melhores aluguéis para manter as condições de preço a seus clientes ou até reduzir custos e melhorar as margens de lucro.

A crise é um período de aprendizado muito fértil para o bom observador, mostra onde há fragilidades nos negócios e estimula a criatividade para corrigi-las, mas isto acontece apenas para este bom observador, pois quem não tem este faro olha apenas para o umbigo, acha que está certo em suas decisões, que seus clientes o traíram e que provavelmente a culpa é do governo.

Pois é para quem nunca viveu uma crise como a crise do México, da Rússia e da Argentina nos anos 90 onde embora o Brasil estivesse fazendo todas as lições de casa da economia, os efeitos Tequila, Vodca e Tango influenciavam as economias mais frágeis como a nossa naquela época.

A Europa vive hoje o efeito Kebab com os problemas de liquidez da Grécia e as economias que não estavam bem preparadas sofreram com isto, haja visto Portugal, Espanha, Irlanda que arrastaram toda CEE para um período de crise.

A Arábia Saudita mantém ou até aumenta a produção de petróleo e faz os preços despencarem no mercado internacional com graves reflexos nas economias do mar do norte como Noruega, Reino Unido, Holanda e com impactos nos USA e Brasil, pois a independência de importações de petróleo buscada com o gás de xisto nos USA e do Pré-Sal no Brasil só compensam com os preços do ouro negro acima de U$ 70 dólares.

Como disse a atriz Marieta Severo em entrevista ao Fausto Silva, a crise vai passar, como passaram tantas outras crises e é preciso estar preparado para enfrentar este momento de crise e para sobreviver ao pós-crise.

Bem neste momento de crise presenciei duas atitudes completamente diferentes com relação ao aluguel de pontos comerciais. No primeiro caso após a não renovação de salas em um determinado edifício no valor de R$ 11.000,00 o proprietário percebendo que a crise vai demorar uns dois ou três anos até voltarmos aos níveis de crescimento anteriores alugou seu imóvel por R$ 7.500,00 bem rapidinho apenas dois meses de vacância.

Por outro lado outro empresário ao não renovar um ponto de venda em 2013, manteve a pedida de preço em patamares pré-crise e posso testemunhar que até o presente momento continua a esperar por um inquilino que se submeta a seus preços. São 30 meses com o imóvel desocupado, pagando taxas, vigilância etc...


Quem está com a razão? Quem foi flexível ou quem manteve sua posição apesar da crise? 

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