Na mitologia grega, a Esfinge era um demônio causador de destruição e má sorte, de acordo com Hesíodo a Esfinge era uma filha da Quimera e de Ortros. Ela
era representada como uma mulher com as patas, as garras e corpo de um leão, uma cauda de serpente e asas de águia.
Em Édipo Rei
de Sófocles, a Esfinge
guardava uma passagem e questionava a todos os passantes com um quebra cabeça,
o mais famoso da história, conhecido como o enigma da Esfinge:
Decifra-me ou
devoro-te.
Que criatura pela manhã tem quatro pés,
ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três?
Aos incautos
viajantes que não soubessem a resposta o triste fim vinha através do
estrangulamento. Daí o nome Esfinge, que vem do grego sphingo, que significa estrangular.
A Esfinge e o
Mercado
Em tempos de
bonança, há crédito farto e com isto o
crescimento económico e o PIB alcançam níveis asiáticos, então nestes tempos, o
Mercado não cobra dos empresários e de seus negócios pequenos deslizes de preço,
algumas faltas de atenção com o consumidor, um certo menosprezo pelos concorrentes, erros na escolha de um
ponto de venda, uma vitrine mal feita, a falta de treinamento dos funcionários,
afinal, em tempos de bonança, há mercado para todos, há gordura nas margens de
lucro e estes pequenos erros são relegados por consumidores endinheirados, ávidos por comprar e pouco dispostos a questionar
a qualidade do produto e até mesmo o porquê
de comprar seu produto e não o do concorrente.
Mas em tempos
de crise, o Mercado se comporta exatamente como uma Esfinge, não dando
alternativa aos empresários que não souberem decifrar o enigma proposto.
O Mercado age
elevando os custos e reduzindo as vendas, estrangulando as margens de lucro do negócio
de empresários incautos que não conhecem seu produto, desconhecem como agem
seus concorrentes e pouco sabem de seus consumidores.
A resposta
parece ser simples, baixam-se os custos (normalmente fazem isto cortando
cargos) e promovem-se as vendas (normalmente
fazem isto baixando preços).
Em todos os
dois casos é preciso decidir com clareza, sem envolvimentos pessoais, para
tomar as decisões certas. Contar com alguém
que possa ajudar a decifrar as demandas do Mercado pode ser de grande ajuda, pois há diversas formas de reduzir custos sem necessariamente
demitir gente treinada e que conhece o produto e sua empresa ( podemos começar
pensando em frota, telefonia, materiais, processos, compras...) e há também
diversas formas de promover um produto ou serviço sem ter que mexer no preço.
Mas para um
consumidor inseguro, com medo de perder o emprego nos próximos meses, vendo o
cabo de força entre o executivo e o legislativo, onde um faz para consertar a
economia e o outro desfaz, simplesmente dar desconto não o estimula a se
arriscar em uma compra de maior vulto.
Para este consumidor preço não é resposta e suas compras se limitarão ao
estritamente necessário para sobreviver. Todo o consumo considerado supérfluo cessa e
as forças são guardadas para uma possível emergência que necessariamente pode
não vir.
É preciso
mais do que simplesmente promover as já desgastadas liquidações, feirões e
queimas de estoque, onde os preços são rebaixados e as margens de lucro estranguladas
levando a um novo ciclo de redução de custos e novas promoções de preço, até
que não haja mais de onde tirar lucro e nem quem atenda ao consumidor.
Dar desconto
é fácil e rápido, mas recuperar o nível correto de preço de um produto pode
levar muitos anos. Portanto é preciso resistir à tentação de queimar o preço
dos produtos. Pense bem antes de promover seus produtos rebaixando os preços
pois a ladeira para recuperar as margens de lucro perdidas é muito íngreme.

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