O planeta pede socorro há algum tempo e não temos por
parte da maioria de nossas empresas, das escolas e dos órgãos públicos a
implantação de uma cultura de reciclagem.
É um processo que insistimos em adiar.
A educação ambiental deve começar pela escola e
acompanhar os futuros consumidores pelo resto de sua vida pois, um ser humano,
brasileiro, deve produzir ao longo da vida algo em torno de 25 toneladas de
lixo considerando uma vida média de 70 anos.
Uma família média brasileira segundo levantamentos do
IBGE (2009) é formada por 3,3 pessoas o
que nos leva a uma produção de lixo de mais de 82 toneladas por família.
Ações educativas utilizando o meio de comunicação já
mostraram sua eficácia como o Projeto Praia Limpa realizada pela Rede Globo no
Recife ao longo de mais de 20 anos estimulando que cada um cuide e retire o
lixo que produziu na praia e como resultado temos a praia de Boa Viagem como
uma das mais limpas (areias) do Brasil.
Tivemos outro exemplo da cultura de limpeza e reciclagem
durante a Copa do Mundo nos jogos da seleção do Japão quando os torcedores após
o jogo limparam todo o lixo que produziram durante o espetáculo.
Presenciei uma ação muito interessante em minha última
viagem na Noruega, em cada supermercado há uma máquina para recolher garrafas
PET e você pode escolher em receber um
vale para usar como desconto nas suas compras ou então receber um cupom e concorrer a uma loteria especial em favor da
Cruz Vermelha. As garrafas PET não vão para o lixo e são recolhidas nos
supermercados e recicladas.
A coleta de lixo é seletiva e de responsabilidade de cada
consumidor. São disponibilizados em cada ponto containers para papel, plástico,
orgânico e vidro e metais.
Ainda na Rede Globo Nordeste, como gerente de marketing,
durante a liderança de Cléo Niceas promovemos uma campanha de troca de embalagens
por ingressos dos jogos do campeonato pernambucano transmitidos aos
sábados.
O problema da Federação Pernambucana de Futebol era que
estes jogos tinham um público baixíssimo, pois além de serem transmitidos ao
vivo eles eram realizados entre um time grande e um pequeno gerando pouco
interesse no torcedor em ir ao estádio.
Os valores médios da renda destas partidas eram pagas
pelos patrocinadores do projeto futebol
baseados nas rendas destes mesmos jogos no ano anterior com a devida
correção inflacionária. Isto resolvia o problema de faturamento da Federação e
dos clubes.
O outro problema era a falta de público que uma partida
sem apelo de um clássico e com transmissão ao vivo acarretava.
A solução foi encampada pela agência Aliança Propaganda
com a troca de embalagens do café Royal
por um ingresso para o jogo que seria realizado nos sábados. Durante este
período milhares de embalagens usadas do café Royal deixaram de ir para os lixões
da cidade sendo recolhidas.
Outra ação desenvolvida foi com o Café Rosana de Santa
Maria da Boa Vista com a troca de embalagens por Bolas e Bonecas para a criançada.
Embora não tivessem o viés ecológico pois não se pensava em ecologia nestes
tempos o resultado.
Hoje estas promoções pode obter resultados muito melhores
pois além do aspecto de marketing/venda ainda há um ganho de imagem ecológica
para a empresa.
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